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Svante August Arrhenius

(1859 - 1927)Físico, matemático e químico sueco, nascido no condado de Wijk, criador da  teoria da dissociação eletrolítica. Filho de um administrador do local, perto de Uppsala. Realizou seus estudos iniciais e de graduação em Uppsala. 

Foi para Estocolmo (1821) a fim de cursar o doutoramento, estudando com o professor Erik Edlund, que o orientou no estudo das descargas elétricas através dos gases (1891-1905). As anomalias observadas nas propriedades das soluções de eletrólitos, substâncias solúveis pela ação da eletricidade, levaram-no a estabelecer a teoria da dissociação eletrolítica, cujos fundamentos foram apresentados pela primeira vez à comunidade científica quando da defesa de sua tese de doutorado (1884), no Instituto de Física de Estocolmo, passando a se dedicar exclusivamente a sua pesquisa sobre eletrólitos (1886-1890). Definitivamente se tonou o criador da teoria da ionização dos eletrólitos (1887), ao aperfeiçoar o enunciado de sua teoria e receber o apoio de renomados cientistas de sua época como William Ostwald, Ludwig Boltzmann e Jacobus van't Hoff

Sua conclusão foi a de que os eletrólitos em solução dissociavam-se em partículas carregadas eletricamente e que a soma das cargas positivas e negativas era igual, sendo a solução, portanto, eletricamente neutra. Essas partículas carregadas, denominadas ânions, quando negativas, e cátions, quando positivas, se formavam a partir das estruturas químicas das substâncias solubilizadas. 

Também desenvolveu a equação físico-química que determina a dependência da velocidade da maioria das reações com a temperatura.

Foi nomeado reitor do Real Instituto de Tecnologia de Estocolmo (1896). Cunhou a expressão efeito estufa (1896), prevendo que a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, aumentaria a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera e levaria ao aumento das temperaturas em todo o globo terrestre. Também formulou uma teoria sobre as caudas dos cometas com fundamento na pressão de radiação (1900). Apesar de seu prestígio no exterior, teve de enfrentar forte oposição na Suécia para ser nomeado (1901) membro da Academia Sueca de Ciências. Ganhou o Prêmio Nobel de Química (1903) por sua teoria da dissociação eletrolítica e foi diretor Instituto Físico-Químico da Fundação Nobel (1905-1927). Em Worlds in the Making, advogava a teoria de que a energia no mundo era auto-renovável.

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